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Três cores. Uma mesma origem

Dourada, vermelha e negra são três dos fenótipos mais conhecidos da maca peruana. Todas vêm da mesma planta e compartilham a mesma origem andina, mas apresentam diferenças naturais de cor, sabor e composição.

Essas diferenças vão além da aparência. Estudos mostram que cada fenótipo pode apresentar proporções distintas de compostos antioxidantes, polifenóis, ácidos graxos e macamidas, substâncias naturais que ajudam a explicar por que as diferentes macas vêm despertando tanto interesse.

Maca Dourada

De coloração amarela a dourada, é uma das formas mais conhecidas e consumidas da maca peruana.

Seu perfil combina diferentes nutrientes e compostos naturais e, por isso, costuma ser uma escolha versátil para quem deseja começar a incorporar a maca à rotina diária.

A maca dourada também contém compostos antioxidantes e diferentes ácidos graxos naturalmente presentes na raiz, entre eles linoleico, oleico e palmítico.

Maca Vermelha

A maca vermelha apresenta tonalidades que vão do rosado ao vermelho mais intenso.

Pesquisas mostram que ela possui um perfil próprio de compostos vegetais, incluindo substâncias com atividade antioxidante, que participam dos mecanismos naturais relacionados à proteção das células contra o estresse oxidativo.

Esse perfil particular é um dos motivos pelos quais a maca vermelha passou a ser estudada separadamente das demais variedades.

Maca Negra

A maca negra é reconhecida por sua tonalidade mais escura e também apresenta uma composição característica.

Entre seus componentes estão antioxidantes, polifenóis, ácidos graxos e macamidas — substâncias especialmente associadas à maca e que vêm sendo estudadas por sua possível interação com o sistema nervoso, o metabolismo energético e mecanismos envolvidos na resposta inflamatória.

Essas pesquisas ajudam a entender melhor as particularidades da maca negra.

O que existe naturalmente na maca?

Antioxidantes

A maca contém diferentes compostos vegetais com atividade antioxidante.

De forma simples, antioxidantes participam dos mecanismos que ajudam o organismo a lidar com o estresse oxidativo, processo natural relacionado à formação de radicais livres.

Eles também estão presentes em diversos outros alimentos vegetais, como frutas, verduras, café, chá e cacau.

Polifenóis

Os polifenóis são compostos naturais encontrados nas plantas e fazem parte do conjunto de substâncias antioxidantes presentes na maca.

São estudados principalmente por sua participação nos mecanismos de proteção das células contra os efeitos do estresse oxidativo.

Macamidas

As macamidas são alguns dos compostos mais característicos da maca peruana.

Elas despertam interesse porque vêm sendo investigadas em estudos experimentais por sua possível relação com o sistema nervoso, metabolismo energético, resposta ao esforço e mecanismos antioxidantes e inflamatórios.

Boa parte dessas pesquisas ainda é experimental.

Ácidos graxos

Mesmo não sendo um alimento rico em gordura, a maca contém naturalmente pequenas quantidades de diferentes ácidos graxos, entre eles linoleico, oleico e palmítico.

Essas substâncias fazem parte da composição natural da raiz e ajudam a formar o seu perfil nutricional e químico.

Qual maca escolher?

Não existe uma maca universalmente melhor.

Dourada, vermelha e negra são diferentes expressões da mesma raiz, com perfis naturais próprios. A escolha pode depender da preferência pessoal, do produto que melhor se adapta à sua rotina ou simplesmente da vontade de experimentar diferentes variedades.

Mais importante do que procurar uma solução milagrosa é incorporar escolhas de qualidade de forma simples e consistente ao dia a dia.

Três cores. Três expressões de uma mesma origem.

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Nota editorial

Este conteúdo é informativo e editorial. As referências aos compostos naturais da maca e às áreas em que vêm sendo estudados não representam alegações de benefícios autorizadas pela Anvisa, indicação terapêutica ou garantia de resultados. As características da maca variam conforme fenótipo, origem, cultivo e processamento, e os resultados das pesquisas podem variar de pessoa para pessoa. Este conteúdo não substitui a orientação de um profissional de saúde. Leia a Nota Editorial completa.

Quer conhecer as pesquisas?

Minich D.M. et al., 2024 — Nutrients
Revisão sobre as cores (fenótipos) da maca, sua nutrição, seus compostos vegetais e as pesquisas clínicas disponíveis. Consultar o artigo.

Gonzales-Arimborgo C. et al., 2016 — Pharmaceuticals
Estudo com 175 participantes que comparou extratos de maca vermelha e negra e descreveu diferenças na composição de cada um. Consultar no PubMed.

Gonzales G.F., 2011 — Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine
Revisão etnobiológica e etnofarmacológica sobre a maca, incluindo a diversidade de cores da raiz. Consultar no PubMed.